terça-feira, 29 de julho de 2008

Eternidade

Ela já se sentindo meio cansada seguia arrastando
sua enorme caixa cheia de quinquilharias.
De tempos em tempos o sol engolia sua sombra
e gotas de si escorriam na face que de fora parecia sorrir,
expressão de dor tão enganadora.
Da caixa pesada e desengonçada
de vez em qdo caia um pedaço de ontem.
Mas já percorrera tantos quilômetros
arrastando aquilo,
não entendia pq nunca
diminuia o peso.
Ao contrário,
cada vez que parava para descansar,
o peso aumentava.

Só entendia que seguiria arrastando aquilo por dias e dias e dias...
e que a vida era muito longa.

Um comentário:

Fernanda disse...

Muito bom como sempre né!

Abraços...